domingo, 25 de setembro de 2016

O que é a Amizade?!









Ah tempos atrás que tenho me defrontado com essa questão e em como seria essa tal “amizade”, sobre o que é ser amigo e sobre o que deveria representar uma autentica amizade. Primeiramente eu tenho que me defrontar aqui e dizer que eu me considero alguém que teve poucos amigos, aliais apenas dois amigos nessa minha curta vida e digo isso com total sinceridade pois chego a conclusão que é esse número ínfimo que realmente representa a quantidade de amizades em que eu dispus a angariar nesse tempo todo e não,não é porque me considero alguém incapaz de de se relacionar ou até mesmo digno de receber o predicado de ser um antissocial. Não mesmo e já veras o porquê.
Agora vou começar um relato sobre uma parte “distante” de minha vida e sobre o que aprendi com ela. Tenham paciência estejam atentos sim...

ATENÇAO: Os nomes dos envolvidos foram mudados por motivos óbvios.

Não é mesmo a verdade que as primeiras “amizades” em que você dispõe não são as que você encontra nas primeiras instituições educacionais? Talvez se fores igual a mim, tenha tido sua primeira “amizade” na escola ou mais especificamente no pre-escolar. Nessa época onde você vivia sempre trancafiado dentro de casa e sua casa era a capital e seu quintal era o mundo. Sim me lembro bem de como era viver dentro daquela casa branca recém construída que minha mãe a pagou e a fez do zero com seu próprio dinheiro. Era no meio de um lugar “esquecido” daquele pequeno distrito onde minha mãe e meus irmãos dispúnhamos a morar. Era meu mundo aquele lugar e sabia bem que fora isso eu só ia na casa de duas outras tias que moravam o mesmo distrito (com poucos habitantes).e minha vida se resumia a ser criança e a brincar com os meus brinquedos e a ser cuidado na maioria das vezes por babas que a minha mãe contratava. Agora eu sei que estou a flautear nesse ponto mas peço para que se lembre também de como eram simples aqueles tempos e de como parecia ser tão feliz algo assim. Agora peço para que se lembre da primeira vez em que esteve num lugar totalmente diferente desse e de como se interagiu com as primeiras personalidades de que encontrou primeiramente.
No meu caso,eu não dispus de ir em creche. Até hoje não sei ao certo o porque de nunca ter sido enviado para uma mas acredito que isso cai em responsabilidade sobre minha matriarca e acho que eu também tenha influenciado nessa escolha. De qualquer forma a primeira vez em que tive tal experiência fora numa escola de uma cidade que minha mãe morava antes desse distrito. A cidade em questão era (algum lugar)-Mg e tive pouco tempo de vivencia nesse local, e sei que não pude nem aprender o nome daquelas crianças que hoje me falha a memória de como eram. Por isso  quero fazer uso dessa experiência dessa escola onde se localizava no distrito.
Pois bem,eu sempre via meu irmão a ir para escola e sempre tinha uma vontade igual de ir e minha mãe sempre me alertava que em pouco tempo estando lá, eu já não ia querer mais ir pra escola (realista ela?....sim)...minha irmã ficou incumbida de me levar até minha sala e ela com o seu mau humor característico nessas horas apenas me levou até o corredor que dava pra minha sala e disse.

_é lá pode ir.






Eu fiquei meio abobado de início e até comecei a segui-la de novo quando ela estava a ir para sua sala, mas a me tratar como um cão de rua ela apenas disse a mim pra eu ir pra la e para não mais segui-la. Fiz isso pois preferia ir de frente ao desconhecido do que enfrentar o mau humor inerente de minha irmã e assim chegando lá vi muitas outras crianças iguais a mim que também estavam perdidas no meio daquele pequena turma de “personalidades alienígenas”. Até hoje me lembro de como fora.

_ei você é do “prezinho” também?

_si..sim...você  também?

_claro, olha você também tem mochila de rodinhas!!!_disse  aquele pequeno ser igual a mim_...vamos comparar o tamanho dos (qual é o nome daquele negócio da mochila onde a gente a puxa?......era aquilo mesmo)

_beleza._eu disse.

“VUPT”

_ahh a sua é maior!!!_disse ele.

E desse jeito eu angariei o que pode ser dito como o meu primeiro amigo. Sei bem quem ele é e o tal se chama Alex. Ele é meu primo de terceiro grau ao lado de meu pai e esse fora o meu primeiro amigo que consegui no meio daquele monte. Íamos pra casa juntos e eu e tinha mais outro pelo qual era amigo de Bruno antes de mim. Felipe era o nome dele e nos três íamos pra casa sozinhos naquele pequeno distrito e conversávamos sobre um monte de coisas.

Felipe e Alex,e depois de um tempo ganhávamos mais afeição com outros colegas também, e quando vi possuía vários deles que haviam me cativado por sua “amizade”. Todos esses dois ainda faziam parte de minha jornada diária e eles eram muitos amigos meus.

Depois eu consegui fazer outra amizade com mais alguns e isso fora supracitado eu sei, mas eu consegui me afeiçoar a outro tipo. O nome dele era Eduardo e em relação aos outros dois, ele tinha uma personalidade totalmente contrastante. Acho que porque ele morava na  “Roça”(aquele distrito era pequeno e vários ali moravam na roça, inclusive esse que vos fala morou por muito tempo em uma fazenda de meu pai)....Eduardo ou apenas “Dudu” como os chamávamos era um tipo que era muito legal na época. Éramos amigos e ele tinha várias características que contrastantes. 

Primeiramente ele tinha estatura mais baixa que o normal e sempre estava a usar um boné virado para trás (por causa disso eu também comecei a usar boné virado pra trás apenas para mimetizar aquele que eu considerava meu melhor amigo)...ele também tinha um humor um tanto estático e não era raro ele ficar om raiva por pouca coisa. Pra falar a verdade os primeiros palavrões em que eu havia escutado,vieram de sua parte. Lembro até de uma vez que.

_e ai Dudu, vamos brincar de Alpinistas (conto de onde tirei essa palavra mais em outra ocasião)
Ai ele apenas disse.

_vamos brincar de desgraç#


Acho que o palavrão era um pior mas eu apenas censurei. O problema é que no momento eu não havia percebido que aparentemente ele estava zangado com algo. E não pense mau dele, ele era bem engraçado e  a muito que ele era o palhaço da turma e eu com o tempo começava a ser também e nos éramos conhecidos naquela turma como os dois mais engraçados de lá...e sempre que dava oportunidade durante as aulas, eu e ele sempre vínhamos a esboçar uma comedia e a fazer todo mundo rir.

Tinham outros colegas também que eu fazia amizade mas quero contar agora como fora a minha transição para a fazenda.




Acho que foi na segunda serie que me mudei junto de minha ame para a fazenda de meu pai que ficava a uns oito quilômetros do distrito. E desse jeito eu tinha que pegar condução se quisesse ir para aula.

A condução em si era uma combi primeiramente e lembro que a aula começava as onze e meia e a combi vinha me buscar as oito e meia junto de meu irmão. A minha irmã estava no ensino médio e por isso tinha aula apenas a noite e tudo isso na mesma escola que todos nos estudávamos. (creio que nas escolas das grandes cidades, existem escolas especificas para ensino fundamental, médio,...mas na do distrito, era tudo no mesmo lugar e uma sala pra cada turma era o suficiente.)



Na condução eu tinha várias pessoas a que se encontrar e quero apenas a me divagar sobre o Daniel. Daniel era meu vizinho de fazenda, mas mesmo sendo vizinho, ele de um modo siguinificamente longe. O trabalho das conduções era buscar os alunos que moravam nas fazendas e roças da região do destrito para as buscar e levar pra escola.na minha condução eu tinha o Italo que buscava de combi e ele tinha duas linhas. O que é isso você pergunta? Duas linhas são duas rotas onde ele tinha que cumprir a primeira e depois pela distância das duas e pelo número de crianças ele tinha que buscar uma linha de crianças primeiro e trazer na escola e depois voltar e buscar outra linha de crianças.
Na hora de ser buscado. Minha linha era a primeira e por isso ele vinha muito cedo. Oito e meia como aludido a cima. Agora porque eu estou a contar isso?...você vera espere. O problema era que chegávamos muito cedo dessa maneira e chegávamos quando as faxineiras estavam a começar a limpar as salas e ficávamos lá na escola até dar a hora da aula que era onze e meia e chegávamos realmente as nove e meia na escola. Mas brincávamos entre a gente e era muito divertido sim pra falar a verdade. E era assim nosso dia dia, íamos para escola e voltávamos cedo, pois a regra era que se fossemos buscados cedo então nossa linha tinha direito de ser entregue primeiro. (menos em um dia especifico do ano e que eu jamais descobri o porque....não que eu perguntasse mas enfim)
Muitas vezes eu e meu irmão gostávamos de ir pra casa de meu primo. Ele morava numa fazenda em um lugar bastante longe de nossa fazenda mas tudo bem passar alguns dias lá e convenientemente pra isso, era só ir ter que embarcarr na segunda linha de nossa cunduçao. Simmmmm, ele era um dos que era levado na segunda linha de nossa condução e pra irmos passar o fim de semana na casa dele, era só esperar pra ir junto da segunda linha da combi.




Esperávamos, e posso aqui dizer que conheci várias outras personalidades nessa nova linha que não raramente, íamos também.

Não vou me porventura em falar de todos mas vou dizer que nessa linha era totalmente diferente. E não só por causa da rota que pegávamos, mas sim por causa das pessoas lá. A que eu vou dizer agora é sobre um garoto que eu conheci lavou chama-lo de Daryl. Daryl era bem conhecido na escola pois era bem encrenqueiro e muitas vezes ele arrumava confusão na escola e era detido pela própria diretora. Ele podia ser tido com um “mau exemplo”. Pra falar a verdade eu tinha uma certa repulsa por ele e seu modo de agir e isso ficava evidente algumas vezes, como que uma vez que eu estava a comer um doce (acho que era um pirulito)e ele veio a me pedir um pedaço e eu disse que só um “teco’, e quando vi ele HAVIA MORDIDO QUASE TODO O PIRULITO.... É pois é.Daryl também não era nem um pouco “bonito” de aparência e muitas vezes ele era vitima de ser excluído por parte de seus colegas por causa disso.

De qualquer jeito eu e meu irmão íamos pra casa de meu primo e era muito legal. Acho que nessa época meu irmão tinha pedido um Playstation 2 de presente pra minha mãe e ela acabou o presenteando e levávamos o tal vídeo game pra lá. Mas não pense que ficávamos apenas a jogar não. Brincávamos mais de futebol e outras atividades de criança que qualquer outra coisa.
E ficava muito feliz com isso. Meu primo e eu mas meu irmão éramos como aqueles garotos do filme “Conta Comigo” e íamos nadar,pescar,andar de bicicleta juntos. Era divertido sim.
Meu primo era dois anos mais velho que meu irmão e que meu irmão era um ano mais velho do que eu. Por isso mesmo o Daryl era colega de meu irmão e por isso eu o conhecia até razoavelmente bem….ou era assim que eu pensava.

Daryl era vizinho de meu primo e ele ia lá de vez em quando para tratar de assuntos com meu primo e sempre ficava pra brincar com a gente também e fora ai que comecei a me socializar com ele. Vi que ele era boa gente e sabia que a imagem da pessoa encrenqueira que portava era de longe a pessoa real que ele era. Nesse meio tempo na casa de meu primo eu fora pra casa de Daryl e vi que ele morava só com a sua mãe e a sua casa era muito pequena e precária. E ele tinha uma vida difícil trabalhando na fazenda e tinha algumas estórias por parte de meu primo que ele apanhava muito de sua mãe.


Nesse tempo eu fiquei um tanto perplexo com essa descoberta, mas não prestei muita atenção nesse ponto e sempre que eu voltava pra escola eu agora via o Daryl que eu conheci fora da escola e ele mesmo ainda sendo o encrenqueiro, eu ainda tinha afeição por sua estória de vida.




Agora eu tenho que avançar aqui e dizer que eu angariei depressão quando eu estava a completar onze anos e que isso me lesou bastante e voltei pra aula mesmo só quando eu tinha treze anos e agora quero que se lembre de novo dos “amigos’ que eu havia conseguido antes e de como éramos muito chegados, falo dos meus colegas e de como éramos e de como tínhamos muita amizade naqueles tempos.

Agora quando eu voltei eu era triste, não fazia mais piadas com nada. Tomava remédio todos os dias e por isso comecei a engordar. Eu acompanhei a minha serie porque eu tinha aulas particulares com uma professora enquanto eu estava fora da escola e por siso voltei na mesma sala. Agora vou me adiantar e dizer que nada era mais como eu lembrava.na quinta serie quando entrei em depressão e era por vários motivos e um deles era que havia entrado muitas pessoas na nossa sala e fora de uma vez. Acontece que quando voltei eu não conseguia me relacionar, era porque eu tinha desaprendido isso e meus colegas que antes diziam ser meus amigos e tal, agora fingiam que não me ouviam quando eu os direcionava a palavra e simplesmente davam a intender que eu já não era mais importante e isso me deixou perplexo e frustrado.

Tentei e tentei várias vezes ser amigos deles e não conseguia e fora ai que comecei a ficar raivoso em vez de triste e fora ai que minha exclusão estava completa. Fazia tentativas falhas de se querer me enturmar de novo com o Felipe,Alex ,Eduardo....e nada, eles me desprezavam e sentia pela primeira vez como era estar na outra ponta....é triste e desesperador.

Agora eu tenho eu dizer que antes de voltar pra aula minha mãe tinha organizado uma festa de aniversário pra mim na minha fazenda   eee que todos os meus colegas foram e isso foi no início da minha depressão....fora divertido e eu fora o único aluno que tivera uma festa feita na própria casa, a maioria faziam na sala mesmo. Entre os presentes eu havia recebido várias cartas deles e lembro que recebi uma de meu colega Felipe...nela dizia que era pra eu melhorar e que “se houvesse algo eu podia contar com ele”....fora ai então que lá pro final desse mesmo ano e cansado de ficar apenas dentro de casa com meu pai, eu tive a ideia de ir pro distrito onde minha mãe ficava (eles não eram separados, minha mãe era professora da escola e ela não sabia dirigir, por isso ficava na república da escola, lugar que eu ia muitas vezes em minha vida)...fui lá e disse a minha mãe que iria dormir lá com ela na república. As professoras me conheciam bem, as que moravam na república e por isso fora tranquilo.

Lembrei da carta do qual eu havia ganhado do Felipe e hoje me impressiono o quanto eu estava esperançoso de levar a sério uma carta que fora criada de certa por uma idealização conjunta de um professor que fez a todos criarem cartas de apoio a mim e nem levei em consideração que talvez o Felipe nem mais tivesse ideia de que eu existisse. Fui correndo pra casa do Felipe (que diga-se de passagem ele era bastante rico pois sua família era dona de supermercado no distrito )depois da aula e quando cheguei lá, ele não estava e sua mãe que eu conhecia bem, disse que ele estava pro treino de futebol. Ahhh o treino de futebol era algo que eu participava quando tinha meus oito anos e era bem complicado pra mim pois a maioria tinha idades que oscilavam entre treze e dezesseis anos e em dois anos eu havia feito apenas um gol na estória dos treinos e mesmo assim eu fui correndo pro estádio que ficava na entrada do distrito (ainda fica)...

Chegando lá eu vi que estavam já a jogar e parecia que estavam a precisar de um novo jogador. Pulei a cerca de arame e nessa hora nem estava mais a pensar em Felipe ou carta e sei porque…era a primeira vez em tempos que eu estava a receber atenção de outros iguais a mim e isso vem de longe, pois me acostumei assim e desde que um certo alguém quis medir o tamanho dos puxadores das pastas de rodinhas.

Joguei e toda a energia que eu tinha se materializou em três gols (um até deitado) ...por causa disso eu consegui uma certa fama por entre todos aqueles que estavam ali e que a maioria era de idades mais baixas, mas mesmo assim eu comecei a conhecer vários. Além dos que estavam nas minhas salas, vários jogadores dos treinos eram de alunos de outras salas e fora ali que consegui me socializar com pessoas pelas quase eu até então não fazia questão de ter como amizade.

Não, não consegui por meio disso fazer com que meus colegas gostassem de mim mas nos recreios eu tinha muitos conhecidos agora. E não, não ia conversar com eles, eu ainda estava naquela de querer angariar a amizade apenas de meus colegas homens.(tentava me socializar com os que antes pareciam ser meus amigos oras...coisa que mudei no meio do segundo grau pra frente)

Sei que chegou o ensino médio e saiu uma quantidade enorme de pessoas da sala (a maioria foi para as aulas de cedo) e isso fez com que houvesse apenas cinco colegas homens na sala. Eu ainda tomava remédio e tinha acompanhamento psiquiátrico, mas eu havia notado algo e diferente. Meus colegas agora estavam a conversar mais comigo mas eles eram meio “coreteiros” (tiradores de saro) ...mas não eu queria ser parte da turma deles e coisa que até então eu não me sentia de verdade. Foi demorado mas no segundo grau eu finalmente consegui ser “parte da turma”....agora eu tenho que dizer.....isso fora uma total perda de tempo e uma falta de reflexão por minha parte e isso porque eu fora destratado por muitas vezes entre eles e eu era uma mente autômato que só pensava em popularidade e isso não me fez enxergar que só estava a ser “capacho” daqueles que eu venerava cegamente.




Lembro que quando eu consegui a afeição e a confiança deles, eu meio que comecei a ver que ELES ERAM UNS CRETINOS...serio, ser tratado como um capacho e ser corretado todas as vezes só pra tentar ser da turma e isso porque eu ainda alimentava a fantasio das ligação que eu tinha com eles no passado e sem nem ao menos notar que eles tinham mudado pra pior durante todo esse tempo.
Serio, o Dudu que era meu melhor amigo antigamente não protelava em me zuar ou me destratar. Não eram condescendentes comigo por que eu não trabalhava na fazenda de meu pai, porque era muito diferente dele e etc...nessa época eu lia meus livros de História e tirava boas notas.de qualquer jeito eu achava que estava junto deles mas eu era apenas o capacho particular deles que só era usado nos momentos convenientes para eles.

Me decepcionei e nessa época que “eu fiquei ativo”...
....
...
“Fiquei ativo’…sabe quem dizia isso?...
...
Daryl.
...
Era o que ele me dizia quando eu mostrava ainda ter essa inocência...é bem instrutivo.


O problema aqui....bem sem problemas aliais eu tinha juntado minha carteira com aqueles que eu tinha tanto interesse e quando notei que eles eram apenas uns idiotas eu coloquei minha carteira lá na frente novamente e com muito orgulho...(as coisas eram assim nas escolas dos distritos)....não mais anseiavá por muita coisa....nos recreios eu sacava meu celular e começava  jogar nele a fim de terminar o recreio apenas só. E era assim dia após dia eu apenas ficava sentado na porta da sala a passar o tempo com jogos no celular, alguns colegas diziam que eu era viciado...que nada, só solitário mesmo.

Não sei como ocorreu e de que jeito mas acho que quando eu um dia no recreio fui em direção ao bebedor apenas pra tomar uma agua e sabe quem eu encontrei lá?....Daniel.
Eu tenho que dizer, Daniel era de uma família crista bem a moda antiga e era muito gente boa e tranquila e ele começou a me chamar pra comer também o rango que estavam oferecendo na escola. peguei m prato e comecei a comer e a conversar com ele.

Foi ai que percebi que eu podia estar rodeado de falsos amigos mas havia muitos dos quais eram gente super bacana mas pelo qual eu não os notava e acho que era por causa dessa minha obsessão cega por aqueles populares cretinos, que eu tinha até então.

Fiquei muito amigo dele e de outro colega dele que era conhecido como  “Caju”.
Finalmente eu tinha encontrado um amigo...não, espere......verdadeiro amigo.




Ele ia na minha casa e eu ia na casa dele e éramos assim. ele tinha um Playstation 2 e jogávamos muito e na escoa e depois dela, nos nós relacionávamos bastante. Lembro que ainda nessa época esperávamos bastante pela condução depois da escola e juntávamos com turma de alunos que também esperavam pra ir pra casa também (nessa linha tinha o Eduardo mas que eu já não fazia questão de tentar ter uma afeição como antes para com ele).

Tempo passa e tempo vai e chega o segundo ano do ensino médio e o Daniel havia se formado no ano passado ou seja, ele era dois anos mais velho do que eu (me confundi aqui, meu primo era na realidade três anos mais velho do que eu)....não que eu havia perdido a amizade de Daniel no processo, não nada ver, eu e ele ainda nos relacionávamos bem depois que ele havia se formado. Ele ia bastante lá em casa pra jogarmos no meu Play 2 e depois íamos sempre lá pro distrito pra jogar futebol no estádio (o mesmo em que eu comecei a me interagir com os outros da escola) ...e ele chamava seu avô e jogávamos lá por bastante tempo e vinham outros de fora e se juntavam a nós e íamos embora só a noite….isso que era amigo de verdade. Não só fazíamos atividades juntos mas também conversávamos sobre várias coisas e daí eu comecei a descobrir quem era o Daniel.
De qualquer jeito eu estava meio perdido no começo do ano em que eu estudei no segundo grau e comecei até a voltar a ficar na porta da minha sala de novo apenas a jogar em meu celular. foi então que eu comecei a ir comer no refeitório apenas pra passar o tempo. Ligava o útil ao agradável (quando galinhada...ai sim era agradável) e ficava a pensar em como tinha sido os recreios no ano passado. foi ai que comecei a me relacionar com o Daryl.



Ele ia na nossa linha agora e isso porque o novo motorista tinha feito uma estratégia diferente do anterior(não o Italo...mas o anterior era o Roberto e esse que era nosso motorista por grande parte do tempo escolar que tivemos)...e por isso ele vinha em nossa linha.eu não sei mas acho que no começo eu não levava muito a sério o Daryl e acho que era seu modo de interagir, ele gostava muito de falar sobre malhar e ficar forte e de fato ele era bem forte (até hoje)...mas com o tempo eu começava a intender que ele apenas vinha com essa conversa porque acho que ele era meio fechado sabe...pela sua vivencia ele não era do tipo extrovertido mas sim pelo contrário....a sua estória lhe fez ser um cara Durão de verdade e por isso ele pouco mudava de assunto mas na medida em que ele conversava comigo eu via que ele era bem mais complexo do que aparentava ou mostrava ser. Ele conversava sobre coisas que a maioria tenta fugir como conversas francas em relação a várias coisas e até então eu tinha tido pouco disso. O Daniel conversava comigo mas não era tão franco como o Daryl mostrava ser e dai eu vi que o Daryl me ensinou uma grande lição. Amigo de verdade fala sobre sonhos, esperanças e sentimentos e não sobre frivolidades e coisas sem nexo....descobri que o Daryl é uma pessoa que considero como sendo o Meu Melhor amigo mesmo que a eu o tenha conversado com ele apenas no ano novo (falo disso em outra ocasião)...nos dávamos muito bem e eu gosto de conversas francas e digo que se houver uma pessoa que eu possa conversar falar o que eu penso sobre a vida e filosofar com ela...então lhe mostro um grande amigo.



Ele se formou no ano posterior e fiquei o terceiro ano sem mais ninguém marcante. Conversava com alunos das outras salas e os meus colegas eu já não lhe davam mais nenhum credito. Não me sentia mais só....me sentia forte e renovado por uma filosofia que eu jamais havia me dado conta....de que amizade verdadeira é mais do que uma pessoa que você apenas conversa...de que você apenas se relaciona...amigos não é colegas....conhecidos jamais os serão e mesmo que tenha mais de mil amigos no facebook...sei que não é verdade.....não quero mais ...nunca mais ser popular nem nada do tipo....não me chafurdo mais em mediocridade de um truísmo coletivo....não crio mais pessoas a serem veneradas mas procuro por personalidades que me ensinam....e mais que um reles professor...procuro por personalidades que me dão o que pensar.

Isso que eu tenho pra dizer...aprendi que amigo é muito raro e ate hoje só tenho o Daniel e o Daryl como amigos de verdade nessa pequena experiencia que eu chamo de vida. e mais nenhum outro. pensava que era alguém querido quando estava la eu a fazer piadas junto de “Felipes” e “Alexs” mas na verdade ambos e tantos outros me viraram as costas quando eu mais precisava e aqueles em que eu achava que não eram “ninguém”...me deram uma lição pra vida...então já sabe..
...
...
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Fica ativo.
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ate.

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