quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Como eu conheci Petzi.

Pois então quem leu o título deve estar pensando sobre o que se deve se tratar pois eu apenas peço novamente paciência nessa hora pois vou contar-lhes mais uma estória. sim, mas pra isso vou ter que começar a falar sobre como eu comecei a me interessar pela leitura em minha escola.
Pois bem, pra começar eu sempre tive um certo interesse em ler e isso começou não na minha vida quando eu pegava os cadernos de meu irmão que estava já matriculado em uma escola pra apenas bisbilhotar. Naquele tempos eu era bem pequeno e nem ao menos sabia ler e isso não me impedia de folhear aqueles livros de pré-escolar a fim de ver o que se encontrava la. Eu geralmente observava as figuras e via alguns desenhos, mas o que mais me chamava a atenção era alguns quadrinhos da turma da Monica.

Sim, havia alguns quadrinhos da turma da Monica que eu nem ao menos sabia do que estavam a tratar naquelas pequenas HQs que estavam ali naqueles livros, mas eu passava um bom bocado de tempo apenas a observar aquelas imagens mesmo não fazendo ideia do que elas se tratavam.
Pois bem o tempo passa e eu entro também na escola (isso depois de eu ter voltado de uma cidade vizinha a aquele município de onde ficava o distrito.)...de qualquer jeito eu não havia aprendido a ler no “prezinho” mas mesmo assim o meu interesse por hqs não havia morrido ai e por isso quando eu mal havia aprendido a ler quando eu estava na primeira série, eu então pedi a minha mãe para comprar uma hq da turma da Monica quando ela fosse para (cidade grande que ficava a mais de cem quilômetros de nosso município) era a tal cidade onde eu ia passar as férias no fim de ano mas ir lá no meio dele era quase impossível para mim então minha mãe ia lá de vez em quando tratar de assuntos da escola (lembre-se que ela era professora de lá além de também ser secretaria)...quando eu voltei da escola lá na fazenda onde eu morava nessa época, eu fiquei maravilhado quando eu vi aquela revistinha do cascão na minha frente. Minha mãe havia pedido para minha prima que também tinha ido lá, pra compra a então hq. Eu lembro que havia pedido uma da Mônica e outra de super. Herói mas ela disse que a minha prima só havia encontrado essa.
De qualquer jeito eu eufórico fui correndo para pular em cima de minha cama a fim de começar a ler a tal revista. Até hoje me lembro de como é essa revista. A revista em si era de quando a TDM era da editora Globo e por isso não confundir com o estado atual das publicações.
Eu li e re-li essa revista até o ponto de decorar tudo nela e isso porque eu só tinha essa.
Agora vou dar uma apressada na estória e fazer com que a estória chegasse no ponto onde eu comecei a ler na escola.
Pois bem nossa turma da primeira serie começou agora a ter aceso a biblioteca da escola onde aprendíamos como pegar qualquer livro direto de lá pra gente poder ler. Quem ficava lá na biblioteca era uma senhora que até quando eu me formei ela trabalhava lá (diga se de passagem ela era quem comprou a minha primeira casa no distrito depois que minha mãe vendeu ela pra gente se mudar pra tal cidade.)...pois bem, lá aprendemos como pegar qualquer livro e fazer sua anotação e depois tínhamos que devolver no dia marcado.

Como eu gostava muito de TDM (abreviatura de turma da Mônica) ...eu pegava sim os livros para ler e lia eles porem eu tinha me afeiçoado pela gênero das hqs e era um tanto desanimador pegar um livro infantil que não tinha as estórias em quadrinhos pra ler. Mas mesmo assim eu as lia como já dito ali em cima.
Eu lia todas as estórias que eu pegava e até que era satisfatório sim. Lembro de uma vez eu pegar um livro infantil chamado o cachorro picolé. Nele contava a estória de um cachorro que fora encontrado por um garoto e que tinha um nariz tão gelado que fora nomeado como sendo o Picolé. Eu lembro de estar na van e estava ido para a escola. A van estava lotada de gente e naquele dia estava todo mundo quieto, e por isso eu saquei esse livrinho de minha mochila e comecei a ler em voz alta. Nisso eu ouço o Daniel dizer para outra garota que ia na nossa na e que era colega dele, “nossa ele ler melhor que o Douglas! ” o Douglas que ele falava sobre, era um colega deles e lembrando que ele era  dois anos mais velho que eu e nessa hora eu senti uma certa empáfia por saber ler melhor que um aluno dois anos mais velho que eu.
Esse relato é para você ter uma ideia de como eu tinha um interesse pela leitura e nem é o caso mais interessante não. Eu lembro que eu tinha me afeiçoado por um livro infantil que era ilustrado pelo Claudio Martins, o tal livro era sobre um cachorro e um burro. Não vou me prolongar sobre a estória, mas eu lembro que eu peguei esse livro e gostei tanto que u fiz uma cópia EXATAMENTE IGUAL e nessa época não tinha disponibilidade de xerox igual hoje por isso eu FIZ TUDOA MAO e ficou uma cópia MUITO BOA, ficou impressionante a semelhança enorme que eu consegui fazer.
Sei de outra estória onde eu sempre pegava uma estória em quadrinhos (isso lá quando eu estava na terceira série) onde eu SEMPRE pegava o mesmo livro infantil. Era uma estória em quadrinhos onde se falava sobre o transito e tal mas eu não sei porque eu fiquei gamado nessa leitura e sempre fazia questão de te-lo em minha casa.
Mas o que eu vim aqui hoje dizer é sobre Petzi. Mas antes de falar sobre o que é, eu vou me ter que transportar a cena para quando eu estava lá na segunda série. Pois bem, eu tinha dito que estava com os olhos para o gênero de hqs e ficava meio chateado por esse gênero não ser predominante na biblioteca lá da escola.
Sim, mas acontece que HAVIA SIM ALGUMAS HISTORIAS EM QUADRINHOS LA. Pois bem, não sei quando foi que aconteceu, mas eu me lembro de ter pegado um livro que era grande em reação aos outros, tipo a capa dele era bem maior de tamanho do que os outros e apenas visualizei a capa dele que mostrava um urso (antropomórfico) em cima de um navio e tals e isso me chamou a atenção e por isso tratei logo de abri o tal livro e para minha supressa, SE TRATAVA DE UMA HQ. Ta bom, não fiquei tão entusiasmado tão quanto eu fiquei quando peguei a hq do cascão pela primeira vez mas eu me prontifiquei a ler.

Acho que as páginas dos álbuns eram cheio de folhas, assim não tanto quanto um livro as para uma criança comum, aquilo era MUITO MEMSMO.de qualquer jeito eu me pus a ler as primeiras folhas e quando eu percebi…já tinha virado fã. Aquele era o primeiro álbum de vários e até hoje me lembro que atrás de cada álbum havia todas as capas dos outros e isso me fazia imaginar bastante coisas.
A história do primeiro álbum tratava de contar a história de um urso que achava um timão de navio, e ele começava a pensar no que poderia fazer com ele. esse urso era o petiz e ele que dava título aos álbuns por ser o protagonista. Em fim petiz começava a ponderar sobre o que poderia fazer com tal timão e nessa hora entrava Pingu que era um pinguim amigo dele que deu a ideia de fazer uma bicicleta com ela. E assim iam eles...

Pois é, as estórias de Petzi eram bem simplórias, mas era executada de maneira certa e isso que fazia o leitor ser cativado tão depressa. A estória se prolongava em eles conseguirem até um certo êxito construindo uma bicicleta de madeira, mas não tendo outra roda ficava meio difícil e e nessa hora chegava um pássaro do correio que trazia uma carta do REI DO POLO NORTE. (caramba porque nunca o rei do polo norte me mandou uma carta....não escrever pra ee não é desculpa oras!!!)...enfim, a tal carta requisitava a presença de petiz para com o rei do polo norte e então com a presença de Rick (uma cegonha amigo de petiz e que era a voz da razão da turma que estava prestes a se formar.)...com a presença dele até certo ponto da estória, Rick da ideia de Petzi construir um navio com esse timão para que assim fossem para o Polo Norte e UAU, essa estória quem e cativou e me prendeu fazendo om que eu ficasse fan de Petzi naquele momento.
Eu lembro que havia mais outros álbuns na biblioteca da escola e isso era bom mas o problema era que era um fato, a biblioteca não dispor de todos. Mas mesmo assim eu pegava os álbuns que haviam em minha disposição e levava eles para casa e lia e re-lia e sempre gostava de manter ao mesmo um quando chegava o fim de semana. Até minha irmã conhecia as estórias de Petzi e sempre quem me via com um em minhas mãos, ela também fazia questão de elogiar as histórias daquele pequeno urso trajado de macacão de bolinhas. Esse era a grandiosidade de petiz e sabia que eu não era a exceção de estar preso pela atenção as estórias dele.
Eu sempre lia as histórias e lembro de uma vez que eu estava pronto para ir embora da sala com um álbum do petiz saindo pra fora de minha mochila (lembre-se que os álbuns eram grandes e minha mochila era pequena ao razoável.) ... Pois bem minha colega me viu com um desse e ficou super impressionada de “como eu conseguia ler aquilo tudo? ” e ela mostrou pra sala e todo mundo ficou tipo boquiaberto, e de qualquer jeito eu não achei ruim, só me enchi de mais empáfia quando se denotava que eu gostava muito de ler.
De qualquer jeito esse era o poder dos álbuns do Petzi, de não se intimidar pela quantidade palavras e sim de se maravilhar com a quantidade de maravilhas que eu conseguia obter através dos livros dele.
Pois bem. Eu sempre lia os álbuns da escola e sempre ficava feliz porem havia algo que me deixava meio chateado. Era o fato de ter poucos álbuns na escola (acho que só havia uns três ou quatro no máximo) ...e isso me deixava chateado pois eu também não TINHA CONHECIMENTO DO QUE ACONTECIA QUANDO ELES FINALMENTE CHEGAVAM NO POLO NORTE!!!!..lembro que havia um álbuns (dos que tinha disponível lá)...e que nele contava a última estória antes deles enfim chegarem no polo norte. Isso me deixava bastante curioso pois contava a última estória antes deles chegarem no polo norte e depois era só Pois não tendo o álbum do polo norte,” eu ficava apenas a ver navios”.

De qualquer jeito eu só tive acesso a algumas poucas páginas soltas sobre a estória de quando eles chegavam no polo norte e isso porque os livros infantis eram jogados de qualquer jeito em umas prateleiras que fiavam no início da biblioteca. As tais prateleiras eram abarrotadas de livros infantis que sendo mal organizados, sempre ficavam alguns perdidos lá no “fundão” daquela bagunça em forma de livros.
Lembro que tive aceso a essas páginas soltas quando meu primo que era um tanto traquinas, começou a  escavar aquela bagunça a fim de achar o álbum do Petzi onde ele finalmente chegava no polo norte (sim, ele também era fã de petiz...quem diria, acho que o pequeno ursinho tinha pego a atenção até daqueles que pareciam nunca ter chegado perto de um livro.)...pois bem, ele escavou aquele montante de livros espalhados e fez uma bagunça enorme mas o que conseguimos foi apenas algumas páginas soltas sobre o tal álbum. Nelas parecia mostrar a despedida de petiz do rei do polo norte e fiquei desanimado pois tinha serias esperanças de achar o álbum completo.de qualquer jeito o álbum em si, devia ter sumido restando apenas aquelas páginas. Lembro que eu e ele ficamos desanimados por isso mas deixamos para lá até porque já tínhamos feito nossa parte e se não estava lá, então não estava.
Pois então esse tinha sido o final de minha aventura om Petzi. Lembro que os álbuns de Petzi sumiram da biblioteca com o tempo e não sei se foram jogados foras ou apenas não foram devolvidos por parte de alunos que geralmente se apropria dos livros da biblioteca. De qualquer jeito eu meio que esqueci de Petzi e a última vez que eu tive um encontro com algum álbum dele ao vivo, fora quando eu tinha ido com minha irmã para uma biblioteca municipal da cidade que da nome ao município.(sim, a cidade capital do município de onde se localizava o distrito.)..lá eu tive finalmente o aceso ao álbum de petiz no Polo norte, porem nessa época eu estava em depressão e não tinha mais aquele fervor com as estórias e como eu e minha irmã só havíamos ido até lá pra passar o tempo, eu não consegui ler quase nada.

Hoje eu lembro e fico grato das vezes em que esse pequeno urso me fez companhia em minhas leituras infantis e lembro que as histórias dele eram abarrotadas de mensagens de paz e amizade e lembro de ada personagem com carinho. Da graça de Pingu o pinguim, da esperteza e razão de Rick a cegonha que sempre tinha uma reposta para os dilemas que surgiam, para a calma e serenidade do Almirante que era sempre o mais calmo e também como não podia esquecer das participações secundárias da pequena tartaruga e do papagaio rosa que não sei o nome de ambos e que sempre ficavam nos fundos dos quadrinhos protagonizando seus próprios acontecimentos e que eram bem engraçados. E do protagonista Petzi que era sempre o mais leal, camarada e inesquecível amigo que um leitor possa vim a querer.
Aqui vai uma matéria sobre a história desse pequeno aventurado onde conta-se a história da criação desse grandiosíssimo personagem. O link é do site Banda Desenhada que é especializada como o próprio nome já faz referência, em quadrinhos europeu.
Grande saber a história da criação de petiz pelo casal dinamarquês Vilhelm (1900-1992) e Carla Hansen (1906-2001).Muito grato por tudo que Petzi tenha protagonizado adjunto de seus amigos em seu barco Mary e interessante também saber que na verdade ele se chama Rasmus mas tem o apelido Klump mas apenas conhecido como Petzi.

Grato a tudo.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Porque as pessoas tendem a não serem verdadeiras na maioria das vezes?




Incrível o tamanho desse título, mas ele reflete bem o que eu quero abordar. Primeiramente eu tenho que dizer que não estou a julgar em âmbito de se fazer crítica ou pouco caso com aqueles que caírem no perfil que vou aqui dizer. As pessoas se diferem uma das outras e por isso não se convém impor nenhum padrão até porque isso já existe. Porém o que quero abordar é algo que eu tenho notado em meio a maioria das pessoas.

O que é se socializar? Respondo a tal pergunta dizendo de maneira simplória que é se relacionar com uma outra pessoa seja a partir de diálogo e de aproximação através de práticas em conjunto. seja na sua própria família onde você aprende a conversar a se relacionar e a criar  tais hábitos, desde então voe leva isso pro mundo e vai se socializando com parentes, com os coleguinhas da primeira escola onde você se instalou, no primeiro trabalho etc...

Bem, nada de excepcional dito até agora, mas o que eu tenho notado de uns tempos pra cá é a falta de “verdade” nas pessoas, a falta de franqueza nelas e a predominância de bem....falsidade.

Tudo bem, não precisa ficar atônito.eu explico. Quando você se socializa com uma pessoa você tem uma finalidade nisso não é. Seja com a sua família onde você procura manter um  certo clima de camaradagem e de carisma para com aqueles que provavelmente te conhecem desde pequeno (como já dito) ou para os seus colegas seja de trabalho, escola, faculdade....tende a se comunicar e  a criar uma certa “ligação” para com eles não é. existem aqueles que você tem mais afeição e aqueles que você da menos valor. Agora independente de você estar com mais afeição ou não por alguém, porque todas elas geralmente não são sinceras?!

Serio, você vai para uma reunião de família e fica preso a conversas que geralmente implicam com frivolidades sem importância. Falam sobre dinheiro, ganhos, o que ela comprou ou o que deixou de comprar ou tentam até fingir interesse “ah e como vão os estudos? ” ela pergunta e se você começar a responder com a intenção de começar um diálogo, não se espante se ela te deixar a conversar com as paredes para apenas ir pegar mais carne na churrasqueira. Sério, se não estava interessada de verdade, porque pergunta? acha que isso vai elevar sua moral ou algo assim?!...e nem é só no âmbito familiar que isso ocorre. Por exemplo na escola quando eu tinha voltado a conversar com a turma de garotos da minhas sala e eu os acompanhava para onde iam na escola, eles sempre conversavam sobre frivolidades e sempre era a mesma coisa. O que comandava o grupo era um garoto mais velho e quando estava junto dos outros, ele sempre conversava apenas os temas debatidos entre os mulekes. Mas quando ele se separava ele conversava numa boa comigo, tipo falava sobre família, sobe o que ele ia fazer depois de formado...não sobre som no carro ou de que festas ele ia, temas esses que eram sempre debatidos quando junto dos outros. Agora vale ressalta que aqui também que eu não EXIJO que alguém tenha que vir sendo já franco ou algo parecido assim, a pessoa não precisa já querer apresar seus sentimentos nas primeiras vezes que vir falar comigo mas critico essa falsidade que muitos defendem a qualquer custo. Se a pessoa não se mostra verdadeira nas primeiras vezes em que vir falar comigo eu até perdoo, até porque sempre se começa com temas brandos mas se na segunda ,terceira, quarta...vez que vir falar comigo sempre COM OS MESMOS TEMAS...bem, ai eu já perco as esperanças com ela.




Acho que a maioria das pessoas se limitam no jeito de se dialogar, agir...enfim relacionar com as outras pessoas apenas pra não passar como sendo “estranho” ou serem excluídas. Muitas vezes os assuntos sempre são os mesmos sendo geralmente trabalho, dinheiro, futebol, algo que passou na tv....enfim e isso é muito desagradável porque no fim, parece que a pessoa não tem lhe confiança ou parece que ela quer vestir uma “mascara” de falsidade. “Mascara” essa que provavelmente nunca vai se descolar do rosto se não tirada com antecedência.

Mas pelo lado do aspecto, as pessoas também se comportam de um jeito limitado quando estão a se relacionar, e não falo sobre a falta de variedades na conversa, mas me refiro sobre a intenção disso como forma de se relacionar. por exemplo, se tem aquele colega que se diz ser seu amigo porem ele sempre teima em conversar sobre o trabalho (partindo do pressuposto que é o seu colega de trabalho)..e pode ser que essa pessoa seja até boa porem ele sempre vem e vai com seus temas sobre o que estão a fazer no trabalho, sobre como o chefe anda mal e etc..porém você já ta cansado de falar de trabalho e tenta levar a conversa para outro ponto e por isso tenta mudar de tema. Porem quando se faz isso a pessoa apenas desconversa ou tenta voltar a falar do bendito trabalho....Engraçado é (na verdade não) que essas pessoas adoram falar que vocês são amigos e tal, isso quando se é conveniente, porem ela não lhe da confiança e fica por isso mesmo.

Já conheci muitos assim que sempre mantinham a conversa relacionada ao que estávamos relacionados (exemplo colega> trabalho, parente> família...) ou sempre no mesmo tema e quando eu tentava levar a conversa para um lado mais franco, elas simplesmente não davam confiança e desconversavam....depois se dizem amigos mas nem confiança quer dar ne....pfft
Mas voltando ao assunto das pessoas que sempre teimam em usar uma “mascara” para se fazer de personagem.


Serio você pode pegar um exemplo fácil em qualquer lugar relacionado a isso mas não é só nos diálogos que isso ocorre. já prestei atenção que tem muitas pessoas que “interpretam” personagens na hora de se relacionar com as outras pessoas. Serio quem não se vê aquela pessoa que é conhecida por ser “engraçada” ou por ser “festeira”...parece que a pessoa tem um personagem e faz questão de sempre investir nele. por exemplo, eu conheci a tempo uma pessoa que é  bastante alegre, feliz, brincalhona e tals....eu digo que ele (sim, é um homem) sempre faz questão de chamar atenção por isso, e sempre desse jeito que ele age. Sério, o cara quer ser o centro das atenções, e nisso eu me pergunto, será que ele nunca vai sair desse papel? acho sim que ele deve ser mais complexo do que aparenta mas será que ele nunca vai querer mostrar o que pensa de verdade ou sente ou ele já está tão associado a essa imagem que a “mascara” já não quer mais sair? Sim, quando o encontro tento conversar sobre outras coisas menos supérfluas mas parece que ele não intende muito e sempre vai tentar lhe fazer graça....quando em depressão ele EXIGIA que eu risse de suas piadas que não me faziam esboçar o menor dos risos e foi nessa época que eu vi que ele não intende muito a complexidade humana...me tratava como um estranho e dizia na minha cara...”porque você fica ai todo calado ..ou porque você quase não diz nada?”...desculpa ta mas é porque eu tenho depressão seu sacripanta.(pensava eu).ele simplesmente EXIGIA que eu me portasse de tal maneira independentes dos fatos (que ele logico não levou em conta) apenas pra lhe satisfazer e não acabar com a sua “VIBE”....hoje em dia diga-se de passagem ele ainda tenta ser o “super sangue bom” mas sua tentativa se torna falha quando ele te ignora pra ficar a mexer no whatsapp....ou seja já da pra notar que não ta nem ai com a sua presença. De certa quando vou embora ele deve achar que a missão fora cumprida com êxito e deve se sentir todo sagaz por achar que é o maior diplomata do universo. Agora eu tenho que salientar que não estou a julgar a personalidade de alguns ou trejeitos mas sim sua falsidade em se relacionar com os outros.

Serio, será que não da pra aliviar essa sua performance não? Conheço algumas pessoas que sabem quando é hora de agir de tal maneira e de outra mas que mesmo assim também não são sinceras na maioria das vezes. talvez seja a “Coercitividade” que Emile Durkhein dizia mas acho que é porque se tem essa sina de que se esconde os sentimentos e se mantem a cara feliz por tudo.

Isso de querer se mostrar já é algo bem mais comum do que deveria ser, e já é bem conhecido o caso da pessoa que reforma a sua casa num período quase que semanal apenas para se mostra para as visitas ou da pessoa que só quer falar sobre os ganhos que seu novo negócio arrecadou ou que está a pensar em troar seu caro novo por um mais carro e mais novo ainda e arghh!!! Falar de tais seres insípidos me da dor nas costas. De qualquer jeito ser uma pessoa insegura e com um vazio existencial que a única maneira dela se entrosar é mostrando sua “superioridade” a fim de fazer queixos caírem e de ser elogiado e ter a atenção toda pra ela....bem acho que já ficou evidente que isso é triste. Não só as pessoas que se acham e querem a atenção pra si mas também quero abordar sobre as pessoas que são inseguras ao ponto de estar brincando 24 horas de “o Reizinho mandou” para com todos os que esbararem com ela. Mas só lembrando aqui por diga se de passagem (segue a imagem)




As pessoas hoje em dia são constantemente pressionadas seja no modo de se vestir, no modo de se agir, no modo de serem com são. preferem serem falsas fazendo coisas de que não gosta apenas pra alegrar pessoas que não se importam de verdade. Não é mesmo? Quem já não foi a tal lugar ou participou de tal coisa apenas pra agradar um conhecido...serio eu já fui em casas de parentes de parentes apenas pra não “fazer feio” ou já fui em mais de mil igrejas “apenas porque a minha tia pedia e para não fazer feio na frente dela”....RAIOS TEM GENTE QUE SE PRESTA A FAZER CURSO APENAS PRA AGRADAR A FAMILIA,ESPOSO/ESPOSA,PARENTE.....que droga penso eu.

E “amigos” que não aceitam você como são...”é mas esse vestido ficou feio”...”esse corte de cabelo não pegou bem em você”....a pessoa da ouvidos pra um tipo que pouco se conhece apenas pra não desagrada-la...pergunto se ela acha bonito ceder a pressão psicológica...QUEM É AMIGO DE VERDADE ENTRE OUTRAS COISAS,NÃO COBRA NADA DE OUTRO AMIGO.....serio o tanto de vezes que já ouvi parentes conservadores ou chatos mesmos(pleonasmo?...claro que sim) só porque eu mantenho meu moicano a mais de anos...SERIO NÃO VOU MUDAR POR SUA CAUSA!!!!....fico enojado depois a pessoa é pressionada e muda e fica infeliz apenas pro que ta ali lhe cobrando, ficar satisfeito....arrrgh!!!

Sério, hoje em dia as pessoas querem se mostrar para as outras, querem se mostrar serem inteligentes (só conseguindo ser pedante no final de tudo), querem agradarem (e desagradam na maioria das vezes) ...querem mostrar ser o que não são e acaba que não mostra o seu verdadeiro eu...
Por isso que hoje procuro ser individual, não tento agradar ninguém a não ser eu mesmo e não cultuo imagem de ninguém...no máximo apenas suas ideias de grandes mentes. não vou estar nem ai se você tem um emprego que apaga bem ou que viajou pra Bali no meio do ano...não quero saber de nada disso...se queres bancar o boa pinta, fique longes. Até porque sou dou moral para aqueles que se mostram verdadeiros.

Querer ser alguém apenas por se mostrar é um nojo sem mesura.
Gosto das pessoas que são verdadeiras,que tocam em assuntos que mexem com a alma e não se importam em falar sobre coisas que fogem ao comum.Claro,existem pessoas que parecem serem so mais uma nesse admirável mundo novo, mas quando se vê mais de perto,percebe-se que ela é totalmente diferente e que é bem mais complexa....igual ao meu ex-colega mostrou ser...ja outras estão com as suas mascaras tao impregnada não só em seus rostos mas em seus espíritos que dificilmente veras alguém diferente ali.


Bem,acho que disse a maioria das coisas que eu gostaria e penso que ser verdadeiro é algo que se aprende com o tempo. Nao digo para você ir em tal naquele grupo de amigos que só falam em som de carro e festas com essas ideias na cabeça,na....essas ideias são postas em pratica por aqueles que querem  isso, lamento que na maioria das vezes, isso so se consegue individualmente.....não banco o o pregador e tento disseminar esses ideias aos montes...não,converso sobre frivolidades também com os coletivos e quando eu vejo uma brecha eu tento levar o papo pra esse lado. seja com tios,primos,amigos,família....etc...Claro eu também não raramente me pego usando de “personagem”,no meu caso eu sempre que converso com alguém me faço de palhaço para angariar algumas risadas mas quando tenho a oportunidade sempre levo a conversa pra esse lado mais franco e sensível e por isso eu também não sou exeçao,mas procuro de qualquer jeito ser o mais verdadeiro possível quando a situação permite.

Mesmo que eu tenha encontrado apenas poucos assim nessa vida (ate porque a maioria esta convicta dessa ideologia de que usar uma “mascara” é o que há!!)...eu não perco as esperanças...aqueles que são francos e sinceros ganham meu afeto e enquanto o resto eu apenas tolero e veto.....veja por esse angulo e tende se a filosofar.

domingo, 25 de setembro de 2016

O que é a Amizade?!









Ah tempos atrás que tenho me defrontado com essa questão e em como seria essa tal “amizade”, sobre o que é ser amigo e sobre o que deveria representar uma autentica amizade. Primeiramente eu tenho que me defrontar aqui e dizer que eu me considero alguém que teve poucos amigos, aliais apenas dois amigos nessa minha curta vida e digo isso com total sinceridade pois chego a conclusão que é esse número ínfimo que realmente representa a quantidade de amizades em que eu dispus a angariar nesse tempo todo e não,não é porque me considero alguém incapaz de de se relacionar ou até mesmo digno de receber o predicado de ser um antissocial. Não mesmo e já veras o porquê.
Agora vou começar um relato sobre uma parte “distante” de minha vida e sobre o que aprendi com ela. Tenham paciência estejam atentos sim...

ATENÇAO: Os nomes dos envolvidos foram mudados por motivos óbvios.

Não é mesmo a verdade que as primeiras “amizades” em que você dispõe não são as que você encontra nas primeiras instituições educacionais? Talvez se fores igual a mim, tenha tido sua primeira “amizade” na escola ou mais especificamente no pre-escolar. Nessa época onde você vivia sempre trancafiado dentro de casa e sua casa era a capital e seu quintal era o mundo. Sim me lembro bem de como era viver dentro daquela casa branca recém construída que minha mãe a pagou e a fez do zero com seu próprio dinheiro. Era no meio de um lugar “esquecido” daquele pequeno distrito onde minha mãe e meus irmãos dispúnhamos a morar. Era meu mundo aquele lugar e sabia bem que fora isso eu só ia na casa de duas outras tias que moravam o mesmo distrito (com poucos habitantes).e minha vida se resumia a ser criança e a brincar com os meus brinquedos e a ser cuidado na maioria das vezes por babas que a minha mãe contratava. Agora eu sei que estou a flautear nesse ponto mas peço para que se lembre também de como eram simples aqueles tempos e de como parecia ser tão feliz algo assim. Agora peço para que se lembre da primeira vez em que esteve num lugar totalmente diferente desse e de como se interagiu com as primeiras personalidades de que encontrou primeiramente.
No meu caso,eu não dispus de ir em creche. Até hoje não sei ao certo o porque de nunca ter sido enviado para uma mas acredito que isso cai em responsabilidade sobre minha matriarca e acho que eu também tenha influenciado nessa escolha. De qualquer forma a primeira vez em que tive tal experiência fora numa escola de uma cidade que minha mãe morava antes desse distrito. A cidade em questão era (algum lugar)-Mg e tive pouco tempo de vivencia nesse local, e sei que não pude nem aprender o nome daquelas crianças que hoje me falha a memória de como eram. Por isso  quero fazer uso dessa experiência dessa escola onde se localizava no distrito.
Pois bem,eu sempre via meu irmão a ir para escola e sempre tinha uma vontade igual de ir e minha mãe sempre me alertava que em pouco tempo estando lá, eu já não ia querer mais ir pra escola (realista ela?....sim)...minha irmã ficou incumbida de me levar até minha sala e ela com o seu mau humor característico nessas horas apenas me levou até o corredor que dava pra minha sala e disse.

_é lá pode ir.






Eu fiquei meio abobado de início e até comecei a segui-la de novo quando ela estava a ir para sua sala, mas a me tratar como um cão de rua ela apenas disse a mim pra eu ir pra la e para não mais segui-la. Fiz isso pois preferia ir de frente ao desconhecido do que enfrentar o mau humor inerente de minha irmã e assim chegando lá vi muitas outras crianças iguais a mim que também estavam perdidas no meio daquele pequena turma de “personalidades alienígenas”. Até hoje me lembro de como fora.

_ei você é do “prezinho” também?

_si..sim...você  também?

_claro, olha você também tem mochila de rodinhas!!!_disse  aquele pequeno ser igual a mim_...vamos comparar o tamanho dos (qual é o nome daquele negócio da mochila onde a gente a puxa?......era aquilo mesmo)

_beleza._eu disse.

“VUPT”

_ahh a sua é maior!!!_disse ele.

E desse jeito eu angariei o que pode ser dito como o meu primeiro amigo. Sei bem quem ele é e o tal se chama Alex. Ele é meu primo de terceiro grau ao lado de meu pai e esse fora o meu primeiro amigo que consegui no meio daquele monte. Íamos pra casa juntos e eu e tinha mais outro pelo qual era amigo de Bruno antes de mim. Felipe era o nome dele e nos três íamos pra casa sozinhos naquele pequeno distrito e conversávamos sobre um monte de coisas.

Felipe e Alex,e depois de um tempo ganhávamos mais afeição com outros colegas também, e quando vi possuía vários deles que haviam me cativado por sua “amizade”. Todos esses dois ainda faziam parte de minha jornada diária e eles eram muitos amigos meus.

Depois eu consegui fazer outra amizade com mais alguns e isso fora supracitado eu sei, mas eu consegui me afeiçoar a outro tipo. O nome dele era Eduardo e em relação aos outros dois, ele tinha uma personalidade totalmente contrastante. Acho que porque ele morava na  “Roça”(aquele distrito era pequeno e vários ali moravam na roça, inclusive esse que vos fala morou por muito tempo em uma fazenda de meu pai)....Eduardo ou apenas “Dudu” como os chamávamos era um tipo que era muito legal na época. Éramos amigos e ele tinha várias características que contrastantes. 

Primeiramente ele tinha estatura mais baixa que o normal e sempre estava a usar um boné virado para trás (por causa disso eu também comecei a usar boné virado pra trás apenas para mimetizar aquele que eu considerava meu melhor amigo)...ele também tinha um humor um tanto estático e não era raro ele ficar om raiva por pouca coisa. Pra falar a verdade os primeiros palavrões em que eu havia escutado,vieram de sua parte. Lembro até de uma vez que.

_e ai Dudu, vamos brincar de Alpinistas (conto de onde tirei essa palavra mais em outra ocasião)
Ai ele apenas disse.

_vamos brincar de desgraç#


Acho que o palavrão era um pior mas eu apenas censurei. O problema é que no momento eu não havia percebido que aparentemente ele estava zangado com algo. E não pense mau dele, ele era bem engraçado e  a muito que ele era o palhaço da turma e eu com o tempo começava a ser também e nos éramos conhecidos naquela turma como os dois mais engraçados de lá...e sempre que dava oportunidade durante as aulas, eu e ele sempre vínhamos a esboçar uma comedia e a fazer todo mundo rir.

Tinham outros colegas também que eu fazia amizade mas quero contar agora como fora a minha transição para a fazenda.




Acho que foi na segunda serie que me mudei junto de minha ame para a fazenda de meu pai que ficava a uns oito quilômetros do distrito. E desse jeito eu tinha que pegar condução se quisesse ir para aula.

A condução em si era uma combi primeiramente e lembro que a aula começava as onze e meia e a combi vinha me buscar as oito e meia junto de meu irmão. A minha irmã estava no ensino médio e por isso tinha aula apenas a noite e tudo isso na mesma escola que todos nos estudávamos. (creio que nas escolas das grandes cidades, existem escolas especificas para ensino fundamental, médio,...mas na do distrito, era tudo no mesmo lugar e uma sala pra cada turma era o suficiente.)



Na condução eu tinha várias pessoas a que se encontrar e quero apenas a me divagar sobre o Daniel. Daniel era meu vizinho de fazenda, mas mesmo sendo vizinho, ele de um modo siguinificamente longe. O trabalho das conduções era buscar os alunos que moravam nas fazendas e roças da região do destrito para as buscar e levar pra escola.na minha condução eu tinha o Italo que buscava de combi e ele tinha duas linhas. O que é isso você pergunta? Duas linhas são duas rotas onde ele tinha que cumprir a primeira e depois pela distância das duas e pelo número de crianças ele tinha que buscar uma linha de crianças primeiro e trazer na escola e depois voltar e buscar outra linha de crianças.
Na hora de ser buscado. Minha linha era a primeira e por isso ele vinha muito cedo. Oito e meia como aludido a cima. Agora porque eu estou a contar isso?...você vera espere. O problema era que chegávamos muito cedo dessa maneira e chegávamos quando as faxineiras estavam a começar a limpar as salas e ficávamos lá na escola até dar a hora da aula que era onze e meia e chegávamos realmente as nove e meia na escola. Mas brincávamos entre a gente e era muito divertido sim pra falar a verdade. E era assim nosso dia dia, íamos para escola e voltávamos cedo, pois a regra era que se fossemos buscados cedo então nossa linha tinha direito de ser entregue primeiro. (menos em um dia especifico do ano e que eu jamais descobri o porque....não que eu perguntasse mas enfim)
Muitas vezes eu e meu irmão gostávamos de ir pra casa de meu primo. Ele morava numa fazenda em um lugar bastante longe de nossa fazenda mas tudo bem passar alguns dias lá e convenientemente pra isso, era só ir ter que embarcarr na segunda linha de nossa cunduçao. Simmmmm, ele era um dos que era levado na segunda linha de nossa condução e pra irmos passar o fim de semana na casa dele, era só esperar pra ir junto da segunda linha da combi.




Esperávamos, e posso aqui dizer que conheci várias outras personalidades nessa nova linha que não raramente, íamos também.

Não vou me porventura em falar de todos mas vou dizer que nessa linha era totalmente diferente. E não só por causa da rota que pegávamos, mas sim por causa das pessoas lá. A que eu vou dizer agora é sobre um garoto que eu conheci lavou chama-lo de Daryl. Daryl era bem conhecido na escola pois era bem encrenqueiro e muitas vezes ele arrumava confusão na escola e era detido pela própria diretora. Ele podia ser tido com um “mau exemplo”. Pra falar a verdade eu tinha uma certa repulsa por ele e seu modo de agir e isso ficava evidente algumas vezes, como que uma vez que eu estava a comer um doce (acho que era um pirulito)e ele veio a me pedir um pedaço e eu disse que só um “teco’, e quando vi ele HAVIA MORDIDO QUASE TODO O PIRULITO.... É pois é.Daryl também não era nem um pouco “bonito” de aparência e muitas vezes ele era vitima de ser excluído por parte de seus colegas por causa disso.

De qualquer jeito eu e meu irmão íamos pra casa de meu primo e era muito legal. Acho que nessa época meu irmão tinha pedido um Playstation 2 de presente pra minha mãe e ela acabou o presenteando e levávamos o tal vídeo game pra lá. Mas não pense que ficávamos apenas a jogar não. Brincávamos mais de futebol e outras atividades de criança que qualquer outra coisa.
E ficava muito feliz com isso. Meu primo e eu mas meu irmão éramos como aqueles garotos do filme “Conta Comigo” e íamos nadar,pescar,andar de bicicleta juntos. Era divertido sim.
Meu primo era dois anos mais velho que meu irmão e que meu irmão era um ano mais velho do que eu. Por isso mesmo o Daryl era colega de meu irmão e por isso eu o conhecia até razoavelmente bem….ou era assim que eu pensava.

Daryl era vizinho de meu primo e ele ia lá de vez em quando para tratar de assuntos com meu primo e sempre ficava pra brincar com a gente também e fora ai que comecei a me socializar com ele. Vi que ele era boa gente e sabia que a imagem da pessoa encrenqueira que portava era de longe a pessoa real que ele era. Nesse meio tempo na casa de meu primo eu fora pra casa de Daryl e vi que ele morava só com a sua mãe e a sua casa era muito pequena e precária. E ele tinha uma vida difícil trabalhando na fazenda e tinha algumas estórias por parte de meu primo que ele apanhava muito de sua mãe.


Nesse tempo eu fiquei um tanto perplexo com essa descoberta, mas não prestei muita atenção nesse ponto e sempre que eu voltava pra escola eu agora via o Daryl que eu conheci fora da escola e ele mesmo ainda sendo o encrenqueiro, eu ainda tinha afeição por sua estória de vida.




Agora eu tenho que avançar aqui e dizer que eu angariei depressão quando eu estava a completar onze anos e que isso me lesou bastante e voltei pra aula mesmo só quando eu tinha treze anos e agora quero que se lembre de novo dos “amigos’ que eu havia conseguido antes e de como éramos muito chegados, falo dos meus colegas e de como éramos e de como tínhamos muita amizade naqueles tempos.

Agora quando eu voltei eu era triste, não fazia mais piadas com nada. Tomava remédio todos os dias e por isso comecei a engordar. Eu acompanhei a minha serie porque eu tinha aulas particulares com uma professora enquanto eu estava fora da escola e por siso voltei na mesma sala. Agora vou me adiantar e dizer que nada era mais como eu lembrava.na quinta serie quando entrei em depressão e era por vários motivos e um deles era que havia entrado muitas pessoas na nossa sala e fora de uma vez. Acontece que quando voltei eu não conseguia me relacionar, era porque eu tinha desaprendido isso e meus colegas que antes diziam ser meus amigos e tal, agora fingiam que não me ouviam quando eu os direcionava a palavra e simplesmente davam a intender que eu já não era mais importante e isso me deixou perplexo e frustrado.

Tentei e tentei várias vezes ser amigos deles e não conseguia e fora ai que comecei a ficar raivoso em vez de triste e fora ai que minha exclusão estava completa. Fazia tentativas falhas de se querer me enturmar de novo com o Felipe,Alex ,Eduardo....e nada, eles me desprezavam e sentia pela primeira vez como era estar na outra ponta....é triste e desesperador.

Agora eu tenho eu dizer que antes de voltar pra aula minha mãe tinha organizado uma festa de aniversário pra mim na minha fazenda   eee que todos os meus colegas foram e isso foi no início da minha depressão....fora divertido e eu fora o único aluno que tivera uma festa feita na própria casa, a maioria faziam na sala mesmo. Entre os presentes eu havia recebido várias cartas deles e lembro que recebi uma de meu colega Felipe...nela dizia que era pra eu melhorar e que “se houvesse algo eu podia contar com ele”....fora ai então que lá pro final desse mesmo ano e cansado de ficar apenas dentro de casa com meu pai, eu tive a ideia de ir pro distrito onde minha mãe ficava (eles não eram separados, minha mãe era professora da escola e ela não sabia dirigir, por isso ficava na república da escola, lugar que eu ia muitas vezes em minha vida)...fui lá e disse a minha mãe que iria dormir lá com ela na república. As professoras me conheciam bem, as que moravam na república e por isso fora tranquilo.

Lembrei da carta do qual eu havia ganhado do Felipe e hoje me impressiono o quanto eu estava esperançoso de levar a sério uma carta que fora criada de certa por uma idealização conjunta de um professor que fez a todos criarem cartas de apoio a mim e nem levei em consideração que talvez o Felipe nem mais tivesse ideia de que eu existisse. Fui correndo pra casa do Felipe (que diga-se de passagem ele era bastante rico pois sua família era dona de supermercado no distrito )depois da aula e quando cheguei lá, ele não estava e sua mãe que eu conhecia bem, disse que ele estava pro treino de futebol. Ahhh o treino de futebol era algo que eu participava quando tinha meus oito anos e era bem complicado pra mim pois a maioria tinha idades que oscilavam entre treze e dezesseis anos e em dois anos eu havia feito apenas um gol na estória dos treinos e mesmo assim eu fui correndo pro estádio que ficava na entrada do distrito (ainda fica)...

Chegando lá eu vi que estavam já a jogar e parecia que estavam a precisar de um novo jogador. Pulei a cerca de arame e nessa hora nem estava mais a pensar em Felipe ou carta e sei porque…era a primeira vez em tempos que eu estava a receber atenção de outros iguais a mim e isso vem de longe, pois me acostumei assim e desde que um certo alguém quis medir o tamanho dos puxadores das pastas de rodinhas.

Joguei e toda a energia que eu tinha se materializou em três gols (um até deitado) ...por causa disso eu consegui uma certa fama por entre todos aqueles que estavam ali e que a maioria era de idades mais baixas, mas mesmo assim eu comecei a conhecer vários. Além dos que estavam nas minhas salas, vários jogadores dos treinos eram de alunos de outras salas e fora ali que consegui me socializar com pessoas pelas quase eu até então não fazia questão de ter como amizade.

Não, não consegui por meio disso fazer com que meus colegas gostassem de mim mas nos recreios eu tinha muitos conhecidos agora. E não, não ia conversar com eles, eu ainda estava naquela de querer angariar a amizade apenas de meus colegas homens.(tentava me socializar com os que antes pareciam ser meus amigos oras...coisa que mudei no meio do segundo grau pra frente)

Sei que chegou o ensino médio e saiu uma quantidade enorme de pessoas da sala (a maioria foi para as aulas de cedo) e isso fez com que houvesse apenas cinco colegas homens na sala. Eu ainda tomava remédio e tinha acompanhamento psiquiátrico, mas eu havia notado algo e diferente. Meus colegas agora estavam a conversar mais comigo mas eles eram meio “coreteiros” (tiradores de saro) ...mas não eu queria ser parte da turma deles e coisa que até então eu não me sentia de verdade. Foi demorado mas no segundo grau eu finalmente consegui ser “parte da turma”....agora eu tenho que dizer.....isso fora uma total perda de tempo e uma falta de reflexão por minha parte e isso porque eu fora destratado por muitas vezes entre eles e eu era uma mente autômato que só pensava em popularidade e isso não me fez enxergar que só estava a ser “capacho” daqueles que eu venerava cegamente.




Lembro que quando eu consegui a afeição e a confiança deles, eu meio que comecei a ver que ELES ERAM UNS CRETINOS...serio, ser tratado como um capacho e ser corretado todas as vezes só pra tentar ser da turma e isso porque eu ainda alimentava a fantasio das ligação que eu tinha com eles no passado e sem nem ao menos notar que eles tinham mudado pra pior durante todo esse tempo.
Serio, o Dudu que era meu melhor amigo antigamente não protelava em me zuar ou me destratar. Não eram condescendentes comigo por que eu não trabalhava na fazenda de meu pai, porque era muito diferente dele e etc...nessa época eu lia meus livros de História e tirava boas notas.de qualquer jeito eu achava que estava junto deles mas eu era apenas o capacho particular deles que só era usado nos momentos convenientes para eles.

Me decepcionei e nessa época que “eu fiquei ativo”...
....
...
“Fiquei ativo’…sabe quem dizia isso?...
...
Daryl.
...
Era o que ele me dizia quando eu mostrava ainda ter essa inocência...é bem instrutivo.


O problema aqui....bem sem problemas aliais eu tinha juntado minha carteira com aqueles que eu tinha tanto interesse e quando notei que eles eram apenas uns idiotas eu coloquei minha carteira lá na frente novamente e com muito orgulho...(as coisas eram assim nas escolas dos distritos)....não mais anseiavá por muita coisa....nos recreios eu sacava meu celular e começava  jogar nele a fim de terminar o recreio apenas só. E era assim dia após dia eu apenas ficava sentado na porta da sala a passar o tempo com jogos no celular, alguns colegas diziam que eu era viciado...que nada, só solitário mesmo.

Não sei como ocorreu e de que jeito mas acho que quando eu um dia no recreio fui em direção ao bebedor apenas pra tomar uma agua e sabe quem eu encontrei lá?....Daniel.
Eu tenho que dizer, Daniel era de uma família crista bem a moda antiga e era muito gente boa e tranquila e ele começou a me chamar pra comer também o rango que estavam oferecendo na escola. peguei m prato e comecei a comer e a conversar com ele.

Foi ai que percebi que eu podia estar rodeado de falsos amigos mas havia muitos dos quais eram gente super bacana mas pelo qual eu não os notava e acho que era por causa dessa minha obsessão cega por aqueles populares cretinos, que eu tinha até então.

Fiquei muito amigo dele e de outro colega dele que era conhecido como  “Caju”.
Finalmente eu tinha encontrado um amigo...não, espere......verdadeiro amigo.




Ele ia na minha casa e eu ia na casa dele e éramos assim. ele tinha um Playstation 2 e jogávamos muito e na escoa e depois dela, nos nós relacionávamos bastante. Lembro que ainda nessa época esperávamos bastante pela condução depois da escola e juntávamos com turma de alunos que também esperavam pra ir pra casa também (nessa linha tinha o Eduardo mas que eu já não fazia questão de tentar ter uma afeição como antes para com ele).

Tempo passa e tempo vai e chega o segundo ano do ensino médio e o Daniel havia se formado no ano passado ou seja, ele era dois anos mais velho do que eu (me confundi aqui, meu primo era na realidade três anos mais velho do que eu)....não que eu havia perdido a amizade de Daniel no processo, não nada ver, eu e ele ainda nos relacionávamos bem depois que ele havia se formado. Ele ia bastante lá em casa pra jogarmos no meu Play 2 e depois íamos sempre lá pro distrito pra jogar futebol no estádio (o mesmo em que eu comecei a me interagir com os outros da escola) ...e ele chamava seu avô e jogávamos lá por bastante tempo e vinham outros de fora e se juntavam a nós e íamos embora só a noite….isso que era amigo de verdade. Não só fazíamos atividades juntos mas também conversávamos sobre várias coisas e daí eu comecei a descobrir quem era o Daniel.
De qualquer jeito eu estava meio perdido no começo do ano em que eu estudei no segundo grau e comecei até a voltar a ficar na porta da minha sala de novo apenas a jogar em meu celular. foi então que eu comecei a ir comer no refeitório apenas pra passar o tempo. Ligava o útil ao agradável (quando galinhada...ai sim era agradável) e ficava a pensar em como tinha sido os recreios no ano passado. foi ai que comecei a me relacionar com o Daryl.



Ele ia na nossa linha agora e isso porque o novo motorista tinha feito uma estratégia diferente do anterior(não o Italo...mas o anterior era o Roberto e esse que era nosso motorista por grande parte do tempo escolar que tivemos)...e por isso ele vinha em nossa linha.eu não sei mas acho que no começo eu não levava muito a sério o Daryl e acho que era seu modo de interagir, ele gostava muito de falar sobre malhar e ficar forte e de fato ele era bem forte (até hoje)...mas com o tempo eu começava a intender que ele apenas vinha com essa conversa porque acho que ele era meio fechado sabe...pela sua vivencia ele não era do tipo extrovertido mas sim pelo contrário....a sua estória lhe fez ser um cara Durão de verdade e por isso ele pouco mudava de assunto mas na medida em que ele conversava comigo eu via que ele era bem mais complexo do que aparentava ou mostrava ser. Ele conversava sobre coisas que a maioria tenta fugir como conversas francas em relação a várias coisas e até então eu tinha tido pouco disso. O Daniel conversava comigo mas não era tão franco como o Daryl mostrava ser e dai eu vi que o Daryl me ensinou uma grande lição. Amigo de verdade fala sobre sonhos, esperanças e sentimentos e não sobre frivolidades e coisas sem nexo....descobri que o Daryl é uma pessoa que considero como sendo o Meu Melhor amigo mesmo que a eu o tenha conversado com ele apenas no ano novo (falo disso em outra ocasião)...nos dávamos muito bem e eu gosto de conversas francas e digo que se houver uma pessoa que eu possa conversar falar o que eu penso sobre a vida e filosofar com ela...então lhe mostro um grande amigo.



Ele se formou no ano posterior e fiquei o terceiro ano sem mais ninguém marcante. Conversava com alunos das outras salas e os meus colegas eu já não lhe davam mais nenhum credito. Não me sentia mais só....me sentia forte e renovado por uma filosofia que eu jamais havia me dado conta....de que amizade verdadeira é mais do que uma pessoa que você apenas conversa...de que você apenas se relaciona...amigos não é colegas....conhecidos jamais os serão e mesmo que tenha mais de mil amigos no facebook...sei que não é verdade.....não quero mais ...nunca mais ser popular nem nada do tipo....não me chafurdo mais em mediocridade de um truísmo coletivo....não crio mais pessoas a serem veneradas mas procuro por personalidades que me ensinam....e mais que um reles professor...procuro por personalidades que me dão o que pensar.

Isso que eu tenho pra dizer...aprendi que amigo é muito raro e ate hoje só tenho o Daniel e o Daryl como amigos de verdade nessa pequena experiencia que eu chamo de vida. e mais nenhum outro. pensava que era alguém querido quando estava la eu a fazer piadas junto de “Felipes” e “Alexs” mas na verdade ambos e tantos outros me viraram as costas quando eu mais precisava e aqueles em que eu achava que não eram “ninguém”...me deram uma lição pra vida...então já sabe..
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Fica ativo.
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ate.